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Gerações baby boomer, X, Millennials e Alpha e o consumo de mercado

O que mudou entre cada geração na maneira de consumir?

Por: Mariana Gomes 

A forma de consumir conteúdo vem mudando não apenas com o passar dos anos, mas com as transições entre as gerações que tendem a consumir conteúdo de formas diferentes umas das outras. Esse fator pode ser observado, principalmente, com o avanço da tecnologia em conjunto com o nascimento das duas últimas gerações que já foram apresentadas a um mundo totalmente conectado. São elas as gerações Z e Alpha, que nasceram entre o final de 1990 até 2010 e após 2010. 

Ao longo desses anos muitas tecnologias foram avançando e as redes sociais ficaram cada vez mais desejadas. A vida nesse meio tempo já estava 100% conectada, diferente dos Millennials ou Geração Y, os nascidos entre 1980 e 1995, que que tiveram que se adaptar ao mundo com e sem os avanços tecnológicos. Esta geração viveu em um mundo em total transição, vendo mudanças drásticas durante a infância, adolescência e vida adulta. Por isso, os três grupos desenvolveram características muito diferentes de seus pais e avós. 

Essas pessoas tendem a ser mais individualistas e imediatistas, mas,  mesmo assim, possuem um pensamento mais crítico e com um viés mais social e ativista, tendo os Millennials como suas principais referências, o que os leva a serem mais engajados na sociedade. Tal geração também é vista como uma inspiração para os mais velhos, que viveram muitos anos sem tecnologia, e apesar disso, querem se encaixar nos novos “padrões sociais”. 

Para isso, o marketing tem que acompanhar tais atualizações mundiais para que as empresas entendam como essas pessoas estão consumindo ou deixando de consumir conteúdo. 

Nesse contexto, profissionais da área estão baseando seus estudos nos comportamentos, motivações e interesses, porque são os jovens que vão ditar as tendências de mercado – na verdade já estão. Por esse motivo as empresas estão tendo que se readequar e conhecer o ambiente e a forma de pensar dessas pessoas, sem deixar de lado as gerações passadas que permanecem consumindo.

É importante saber que o futuro do marketing vai ser estabelecido pelo comportamento e características das crianças de hoje, e mesmo que atualmente o mercado esteja focado nos jovens de 16-25 anos a geração alpha já está sendo analisada. Para isso vamos entender um pouco melhor de cada geração e como elas se comportaram em um mundo pós pandemia?

GERAÇÃO BABY BOOMER: São os nascidos pós-segunda guerra mundial, entre 1940 e 1960 (hoje estão entre 60 e 80 anos). Aqui no Brasil acontecia o movimento Tropicália e o governo de Juscelino Kubtscheck, que prometia “50 anos em 5” um período de muito otimismo.  Vale considerar que essas pessoas possuem grande parte da riqueza, um ponto importante para o mercado de consumo. 

Eles geralmente são mais resistentes a mudanças e priorizam a estabilidade. Durante o período de pandemia eles foram a geração com menos consumo de mídias digitais recorrendo a maior parte do tempo para TV. 

GERAÇÃO X: Nascidos entre 1960 e 1980 (hoje estão entre 40 e 60 anos), eles herdaram muitas características dos seus pais. Por esse motivo essas pessoas permaneceram com características que prezavam pela busca por estabilidade, disciplina e respeito à hierarquia. 

Nesse período acontecia no mundo a guerra fria e Brasil  ditadura militar e o otimismo já não existia entre os jovens. Por conta da instabilidade do governo eles adquiriram características mais individualistas e competitivas. Esses pontos foram incentivados por ações de marketing, que foram intensificadas sobre eles. 

Durante a pandemia essa geração consumiu bastante TV também, mas utilizou a TV pelo streaming.

GERAÇÃO Y OU MILLENNIALS: Os Millennials nasceram em um contexto de redemocratização, entre 1980 e 1995 (hoje estão entre 40 e 25 anos). Essas pessoas tendem a ser mais flexíveis a mudanças, eles têm ânsia por inovação, desafios e transformação. Para eles, o que é a paixão, a ousadia e a experiência, não a estabilidade. 

Eles são uma geração questionadora, principalmente, por terem crescido em conjunto com a globalização. Os Millennials não querem o mundo que os pais e os avós deixaram e acabam tendo pensamentos mais críticos, sustentáveis e sendo engajados em causas sociais. 

Eles se tornam referência para os mais jovens por serem pessoas que não ficam acomodadas e inspiração para os mais velhos pelo mesmo motivo. Portanto, eles vão ter grande poder de influência no consumo. 

Os estudos mostram que com a chegada dessa geração veio uma obsessão pela juventude, mudando a forma de consumo. Uma geração que inclusive é dividida em duas partes: os old millennials, que foram crianças nos anos 90 e conheceram o mundo sem internet, e os young millennials, que foram criança nos anos 2000 que já viveram um mundo com internet. 

Durante a pandemia eles consumiram serviços de streaming, games, lives, portais de notícias e vídeos onlines. 

GERAÇÃO ALPHA: Nascidos em um período de recessão econômica eles estão crescendo em um período de polaridade e extremismo.Dessa forma, não tem como saber ainda como será o comportamento dessas crianças. 

No entanto, eles se relacionam naturalmente com a tecnologia, principalmente a mobile. Mas o que vai marcar essa geração é a inteligência artificial. Consequentemente, a tecnologia vai ainda mais integrada à sua vida, até mesmo ao seu próprio corpo.

Os integrantes dessa geração tem aproximadamente 10 anos e ainda não estão no mercado de consumo. Porém serão os próximos da fila e os profissionais de marketing já se questionam e tentam analisar como serão essas crianças no futuro. 

fontes: Rock content e Visual Capitalist 

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